domingo, 3 de agosto de 2008

Muitos anos de vida

Parabéns pro querido amigo Alexandre Tigano, que hoje completa 29 anos de vida. Parabéns, Tiganão! Muita felicidade e sucesso na sua vida! Tudo de bom pra você, que é um dos atores mais dedicados com quem eu já trabalhei. Continue com o bom trabalho.
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Alexandre Tigano é ator e participa do filme Reportagem de Capa com o personagem Rafa.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Indisposto

Vamos ser sinceros, ok? Adoro gravar. Estou amando fazer esse filme, as surpresas são sempre boas quando assisto ao material gravado com calma, e fico muito animado durante a gravação. Mas, cara, essa quarta-feira passada foi horrível. Não estou dizendo que as cenas não funcionaram, longe disso. Aliás, muitíssimo pelo contrário, algumas das melhores cenas do filme foram gravadas na quarta, com interpretações sensacionais e um timing muito bacana. Era eu que estava um bosta. Relembrando que bosta é nome científico pra fezes bovinas, e não palavrão. Pois bem, um bosta. E eu não tinha idéia do porquê! Por algum motivo misterioso, eu não conseguia pensar direito, não conseguia raciocinar qual cena faltava, quais planos já haviam sido gravados, qual ator ou atriz já podia ir embora ou qual cena eu já podia gravar ou tinha que esperar. Confundi tudo, durante toda a gravação. É um tanto bizarro, porque essa foi a diária mais fisicamente tranquila. Eram dois atores e duas atrizes gravando em meu apartamento, nem tivemos que ir de um lado para o outro, nem nada. O cenário perfeito pra uma gravação simples e sem o menor empecilho.
Enfim, depois de 6 horinhas de gravação - que poderiam ter sido 5 - terminamos a diária com muitas cenas legais e o filme quase completo. De volta ao meu apartamento, arrumei toda a bagunça. O monte de sangue (falso) espalhado pelo meu quarto, a cozinha revirada, o ironicamente excelente equipamento de iluminação da PUC soltando fumaça com cheiro de queimado, a sala suja com pedaços de sabonete que não faço idéia de como chegaram lá, o monte de cobertor e almofada que foram jogados num canto qualquer... foi só à meia-noite e meia que, ao levar a mão gentilmente ao couro cabiludo (sim, cabiludo) para acabar de uma vez por todas com uma gota de suor, que eu percebi o motivo de toda a minha confusão: uma febre de 38,5°.
Vamos ser sinceros, ok? Adoro gravar. Estou amando fazer esse filme, as surpresas são sempre boas quando assisto ao material gravado com calma, e fico muito animado durante a gravação. Mas, cara, essa quarta-feira passada foi horrível.

sábado, 19 de julho de 2008

Mudando de assunto...

Agora é a hora de falar do lado positivo da última diária. Pra quem não sabe do lado negativo, vide post abaixo.
Ontem, dia 18/07, gravamos algumas cenas bem bacanas do filme! Não foram muitas cenas, mas foram cenas um tanto longas, com bastante diálogo. Primeiro gravei com os atores Fábio Glingani e Renata Gaspar, o casalsinho da história, e depois com o triângulo amoroso, que incluem os dois supramencionados mais o Alexandre Tigano.
Olha, vou te falar... eu amo meus atores. Estou pronto pra pedir todo mundo em casamento! A galera é muito boa! Muito boa! E sabe o que mais? Eles não percebem!!! Você vê claramente no jeito deles que eles simplesmente não sabem o quanto são bons! Lá estou eu, me segurando pra não cair na gargalhada durante um diálogo bem-humorado, evitando chorar em uma cena mais romântica, e ao final da gravação eles vêm me perguntar se acharam que ficou legal! Eles não percebem que é óbvio que ficou legal, eles mandam muito, muito bem.
Já gravei vídeos com uma galera ruim, mas ruim pra valer. Nomes não importam, o que importa é que eles eram ruins. Não sou eu falando isso, é um ruim que chega a ser óbvio na primeira sílaba do texto, sem brincadeira. E cara, dá um trabalho... uma dor de cabeça ferrada, gasta um tempão desnecessário e o resultado fica uma bosta. Aliás, bosta eu posso falar porque não é palavrão, é nome científico para fezes bovinas.
Aí eu chego e começo a gravar com uma galera orgasmicamente boa. Cara, é um tesão... Desculpa, mas o termo é esse. Eles me matam desse jeito! Um dos pontos altos desse filme vai ser, certamente, a interpretação do elenco. Eles já são excelentes sozinhos, aí você junta todos e vê como a química entre eles é sensacional, e conseguem ficar ainda melhores! Amo todos! Todos!!!
Fora isso, apesar dos pesares, correu tudo bem na gravação. Acabei de assistir às mais de duas horas de material bruto gravado ontem, e fiquei muito satisfeito com a coisa toda. Durante a gravação algumas coisas que não me pareciam muito boas ficaram, na realidade, bem legais. Alguns takes que gravei à noite, por exemplo, me pareciam estar com uma qualidade de imagem muito baixa, muito escuras, já que a iluminação realmente não era suficiente e não tinha como ligar luminárias. Mas assistindo eu percebi que a imagem está com uma qualidade muito boa, nada que um pouquinho só de tratamento na pós-produção não resolva.
No geral, estou extremamente satisfeito, e o filme está ficando duca. Está tudo indo tão bem que estou até com medo de dar uma merda gigantesca que acabe com todo o trabalho. Tipo desmagnetizar as fitas por deixar perto do celular, ou um terremoto que afunde o meu prédio, onde estão as fitas, ou que algum ator me dê um bolo pra ir ver o novo filme do Batman... pô, ainda não vi o novo filme do Batman.
...Fui!

Lição de vida: Nunca dependa de ninguém.

Cara, nessa vida não se pode depender dos outros. Mesmo. Eu já sabia disso, mas nada como vivenciar, realmente sentir na pele aquilo que é óbvio e que, nem por isso, deixa de ser péssimo. Calma, não estou falando dos atores, de forma alguma. Eles foram mais que sensacionais, mas logo mais eu falo deles. Por enquanto quero falar de um cara que, pelo pouco de respeito que me sobrou, prefiro não falar o nome. Estou falando do técnico de som, um cara que me foi indicado por uns amigos e que, aparentemente, estava interessado em ajudar nas gravações. Só na hora que eu fui ver que o cara estava pouco se f******.
Marquei com o cidadão ao meio-dia no metrô. "Você me liga quando chegar lá?", disse o pobre desiludido diretor. "Sim, pode deixar que eu ligo", responde o traiçoeiro técnico de som, com um sorriso sutil por trás da tela do computador. No dia seguinte... Meio-dia. Nada. Meio-dia e meia. Nada. À uma hora da tarde o desesperado diretor, que não consegue falar com o técnico por telefone de forma alguma, liga para os amigos que o indicaram e pede que liguem para ele. Bom, vamos nos virar como podemos. Comecei a gravar sozinho com os dois atores, fazendo malabarismos para captar o áudio decentemente, além de operar simultaneamente duas câmeras, acertar a iluminação e dirigir os atores. Aliás, aqui vai uma dica pra quem quiser fazer as mesmas loucuras que eu: quer poupar dores de cabeça, tempo perdido e estresse acumulativo? Simples! Chame bons atores! Foi o que eu fiz. Mas espera, calma, eu vou falar deles já já, quero primeiro reclamar do outro cidadão.
Então... o cidadão. No meio da gravação, o malabarista diretor recebe uma ligação do senhor cidadão, avisando que estava no trabalho, querendo saber até que horas íamos gravar. Sim, claro, pois o diretor não havia dito nada pra ele de que íamos gravar em três locações, nem que a gravação ía até às 20h, nem mesmo havia passado o endereço da primeira locação, da mesma forma como o sol não brilha e a Terra é comandada por malditos chimpanzés cabiludos. Sim, cabiludos. O esperançoso diretor solicita amigavelmente que o senhor cidadão retornasse a ligação ao sair do trabalho. Aliás, a segunda locação dependia intrinsicamente da presença do técnico de áudio e, ademais, de seu carro. Duas da tarde, três da tarde... Nada. O pobre diretor, assim que de súbito, desencana., e continua gravando.
Ok, esse post já ficou gigantesco, de forma alguma que alguém vai ler o que eu escrever a partir daqui, então vou falar da parte positiva da diária no próximo post.
Mas enfim, pra resumir, não se pode depender de NINGUÉM, e sempre ter um plano B. Isso é algo que o diretor Marcelo Galvão sempre diz, e ensina a todos que trabalham com ele. Aliás, ele até criou um documentário cujo nome é, nada mais, nada menos, que "Plano B - Como Fazer um Filme Sem Grana no Brasil". A partir de agora, nada de ficar sem plano B, senão fico extremamente cansado, sem ter necessariamente gravado muitas cenas. O esquema sabe qual é? Ter grana. Aí eu pago todo mundo e ai de quem reclamar ou faltar. Ah, e faltar num esquema "voluntário" é uma coisa. Agora, quando rolar grana, vai faltar no meu set, vai. O nome não vai mais ser simplesmente cidadão... Disse o putíssimo diretor.

sábado, 5 de julho de 2008

Um dia e tanto

Pai do céu!! Sou tão grato por poder estar aqui, quentinho no meu quarto, na frente do computador, postando no meu blog! Olha, se Deus existe, ele é muito meu brother!

Hoje tive uma arma .38 apontada pra minha cara. De verdade! Não a arma de brinquedo, da gravação, não! Quem dera!
Estávamos gravando uma cena num bar, na qual dois policiais civis conversam sentados quando um cidadão passa correndo e furta a arma de um deles, sepois sai correndo com os dois na sua cola. Tudo estava correndo muito bem. Bem pra caramba. Bem demais. Bem até demais. Até que, após gravadas todas as cenas (pelo menos gravamos tudo), de alguma molécula de ar, ou de alguma folha de árvore ao vento, saem por volta de 15 policiais, sendo que um deles apontava uma arma na nossa cara, mandando todo mundo calar a boca, por as mãos pra cima, virar de costas, olhar pra frente, calar a boca, por a mão na cabeça, dar uma abaixadinha, tudo ao mesmo tempo. E eu ainda com a câmera na mão, tentando explicar que a arma era de brincadeira, que era todo mundo ator e que se tratava de uma gravação pro meu TCC. Pior! Eu estava sem documento nenhum com foto, só carteirinha de academia que não frequento há dois anos!
É nessas horas que percebe-se qual exatamente é o potencial do coeficiente de contração muscular do ânus. Eu não sabia o que era pior, se ir preso, se pagar multa, ou se entregar a câmera para eles. De qualquer forma, eu estaria f*****.
No fim das contas, tudo bem, tudo bom, nem a arma eles apreenderam, e voltei correndo com essa p**** que nem é minha pra casa, onde, é claro, esqueci de deixar e acabei andando com ela no fundo da mochila pra gravar umas cenas em outra locação.
Olha, esses atores todos são os melhores amigos que eu vou encontrar nessa vida. O Daryan também, que já é um grande amigo meu e estava captando som nas cenas de hoje. Digo isso porque, se acontecesse comigo, enquanto ator, de estar gravando uma cena para o filme de um outro cara, sem nem receber cachê, nem a grana do busão, nem mesmo um vale coxinha, eu ia ficar puto de quase ir preso e ter uma arma enfiada na cara. Mas puto mesmo! É nessas horas que é bom não ter amigo esquentadinho que quer se achar no direito de gritar.
Oh céus, oh dia! Só não posso dizer "oh, azar" porque estamos todos muito bem, depois de usarmos as batidas cardíacas que íamos gastar amanhã, termos urinado duas gotinhas nas roupas íntimas e depois de 3 km de unhas lascadas - e mais a lascar durante o pesadelo da noite, quando formos durmir.

Amanhã ÍA ter gravação. ÍA.
Chega, to cansado bagarai, o ator deve estar com o saco na lua, sem contar que eu estou chegando no ponto de raciocínio mínimo, depois de duas noites muito mal dormidas, dois dias extremamente intensos (um de gravação e outro de um evento, o típico ganha pão de quem só se f*** com grana) e um enquadro policial com direito a dedo no gatilho. Chega! Levantar da cama, agora, talvez na segunda-feira.

Aos meus atores e equipe, eu repito: amo a todos e devo uma, animalmente!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

E aí? Mais nada?

Pra quem estranhou o tempo absurdo que passei sem publicar nada no blog, don't worry! Não desisti de fazer o filme nem estou com preguiça de escrever. A correria está verdadeiramente estrondosa! Entre um emprego que me atrasa o pagamento, outro que me dá cheque sem fundo, um banco que me cobra 8% de juros sobre o cheue especial e uma faculdade que não pára de mandar contas, fazer o TCC é muito mais do que um simples desafio. Mas mesmo assim, é a única coisa que eu realmente quero fazer. O resto é empecilho.
As gravações já estão rolando. No dia 18 de jumho (há muito tempo!) gravei as três primeiras cenas do filme em uma sala de aula da PUC, e pude me familiarizar com o equipamento deles. O boom é de alta qualidade e o tripé de câmera é bem bacana. Agora, o resto...
Começando pelo equipamento de iluminação. São duas marmitas que não podem ficar ligadas por mais de 20 minutos, que começam a soltar fumaça e a queimar a gelatina. Isso num espaço fechado é sensacional. O tripé de luz não desce o suficiente, e isso limitou uma cena que eu tinha pensado uma luz vinda de baixo, e não rolou. Eu teria colocado a luz no chão, se isso não fosse derreter a minha mão. E a câmera! Começando pelo fato de ser uma Mini DV. Sim, tudo bem, é 3 CCD, mas mesmo assim! A Belas Artes faz TCC com HDV, a FAAP faz TCC com 35mm! O pior é pensar que, no meu curso, somos a primeira turma a usar Mini DV pro TCC. Antes, todos usavam Super VHS. Isso é aceitável no século XXI?
Felizmente, tenho meus contatos, e um amigo meu, estudante da Faculdade Belas Artes, conseguiu pra mim a HDV deles pra gravar uma externa no dia 22. A qualidade da câmera é absurda, não tem a mínima comparação. Me apaixonei, quero uma daquelas pra mim. Deixa ele conseguir de novo pra ver se eu devolvo. Ok, deixa eu falar que é brincadeira antes que me detonem por aqui.

Enfim, no dia 18 as gravações foram com as atrizes Rose Figueiredo, Aline Valencio e Neusa Romano. Foi um dia bem complicado, eu estava com uma gripe tremenda e ninguém pra me ajudar. Fiz a iluminação, a câmera, dirigi as atrizes e segurei o boom. Graças a Deus que não tinha movimento de câmera nessas cenas. Foi tudo tranquilo, correu como o esperado, e as três atrizes provaram ser sensacionais. O trabalho da Neusa eu já conhecia, mas foi a primeira vez que vi a Rose e a Aline atuando, fiquei bem satisfeito. As cenas são curtinhas, vão acabar tendo uma duração de no máximo 10 segundos cada uma no produto final, mas preciso que elas sejam tão boas quanto o resto. Já a cena do dia 22 era bem mais tranquila e eu estava com mais dois amigos me ajudando, o Daryan Moro e a Vivian Arita. Nesse dia foi gravada a cena inicial do filme, e tive alguns problemas com o jornal que mandei imprimir. O cidadão da gráfica imprimiu em 50cm x 50cm, quando eu claramente pedi por um jornal 32cm x 32cm. Ou seja, ficou um jornal monstro, e tivemos que dobrar. Não atrapalhou em nada a cena, mas mesmo assim, poxa! Como pode o cidadão nem ler o meu e-mail?

Chega de bla, bla, bla, agora é hora de almoço e logo mais vou sair por aí pra procurar alguns props e figurinos pra gravação desse sábado, que vai matar praticamente metade do filme. São 10 atores confirmados pra gravação nesse final de semana, e serão gravadas por volta de 18 cenas nesses dois dias. Muita merda pros atores e que dê tudo certo. Estamos todos dependendo disso.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Aprovado!

O pré projeto do filme Repostagem de Capa foi ontem aprovado pelos coordenadores Elizabete Alfeld e Bruno Dallari.
"O tema é bastante interessante, embora o resultado dependa de como ele for explorado", disse Bruno na Avaliação Parecerista. "O plaon é exeqüível, mas depende de que o aluno se dedique tenazmente a ele".
E cá estou eu a dedicar-me, então!
Aprovado o projeto, é hora de por a mão na massa, preparar tudo e todos pras gravações em Julho. Ainda falta achar algumas locações e entrar em contato com alguns atores, o que já estou providenciando.
Agora que toda a parte burocrática acabou - por enquanto - e o roteiro já se encontra no 4º tratamento, a ordem é mandar ver no storyboard, na análise técnica das cenas e resolver logo de uma vez com as locações e os atores.
Então vamo que vamo!

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Frases do dia: "É uma mistura de Onde Os Fracos Não Têm Vez com Irreversível" e "Você ainda vai ser um outro Tarantino", ambas proferidas pelo queridíssimo amigo Alexandre Tigano, que interpreta o personagem Rafa. Valeu, Tiganão!